ENTREVISTA COM O DIRETOR

Por que filmar em preto e branco?

O p&b me possibilita brincar com o passado e o presente, misturar e o que foi e o contemporâneo.

Por que o rádio é tão importante em Transeunte?

O rádio permeia todo o meu trabalho, até mesmo no curta Quimera. Desde moleque, tenho uma relação forte com o rádio. Quando morei na Colômbia, só conseguia dormir colocando o radinho com som baixo, era quase como um mantra. Acho que alguém tem que fazer um filme sobre isso, o rádio no Brasil, mas radicalizar mesmo a ideia.

Sua idéia sempre foi construir a relação do personagem com o mundo por meio do som? Isso já estava no início do projeto?

Desde o roterio, o Edson Secco, desenhista de som, estava envolvido. O rádio que o Expedito (nome do personagem principal do filme) escuta era o elemento narrativo de Transeunte. A partir daí, com o Edson, começamos dois movimentos. Várias das notícias que estavam indicadas no roteiro eram coisas que a gente ouvia e integrava o roteiro. Gravamos essas coisas antes mesmo das filmagens, fazendo um arquivo, um banco de dados com as pesquisas radiofônicas.

E a escolha do centro do Rio de Janeiro como pano de fundo?

Porque no centro é onde as coisas se misturam, os tempos coexistem. A obra na frente da casa do Expedido é metáfora disso, pois naquela região que ele caminha é uma região da cidade que quase não existe mais. Interessava isso; a transformação do lugar e do homem. Para onde ele vai?

A questão do isolamento esteve na essência do filme?

O Expedito é um personagem que está presente em qualquer metrópole da América Latina. Tem senhores, velhos sim, que não tem ninguém, nenhuma pessoa. Como vão saber que um homem desses passou pelo mundo? Ele não tem família, filhos, mulher…como vão comprovar a passagem dele pelo mundo? Isso me fascinava. O cinema é uma forma de dizer que esse homem passou, materializar a memória, é a prova, o rastro disso.

Guaracy Araújo entrevista Eryk Rocha

Guaracy Araújo: Eu dividi essa nossa conversa, a partir dos seus filmes e da sua trajetória, em dois eixos que é quase impossível iniciar sem falar deles. O primeiro está relacionado à questão do cinema e da autoralidade, elemento que perpassa toda a sua trajetória e todo tipo de intervenção que você faz. O segundo, obviamente, é a questão política, que está muito presente em seu trabalho e, talvez, na sua geração você seja o cara mais interessado em fazer isso. Então, indo direto ao ponto, o que você acha que é um cinema político hoje? O cinema político, como a gente sabe, sofreu uma espécie de retração ou segmentação, a partir dos anos 60 e 70, possivelmente porque muitos cineastas começaram a perceber que a possibilidade transformadora que o cinema engendrava não era tão poderosa, tão potente assim.

Eryk Rocha: Essa questão é muito abrangente. Podemos pensar que qualquer filme é político, pensar, simplesmente, que esse tipo de filme é aquele que tem um tema explicitamente político ou, até mesmo, que o político nasce da inter-vibração do autor com o mundo. Eu me encaixo nesse terceiro caminho, eu acho. Apesar dos meus três filmes documentários terem temas diretamente políticos, trata-se, na verdade, muito mais de uma política do corpo, uma política da minha relação com o mundo e com as coisas que eu estou vendo. Neste sentido, é muito mais um cinema de ensaio. Por exemplo, eu estou finalizando o meu filme novo e ele não tem um tema explicitamente político. O nome do filme é Transeunte e conta a história de um homem, um transeunte, que está caminhando pelo centro do Rio de Janeiro. Um senhor de idade que não tem família. Não tem ninguém, nem filho, nem mulher. Ele se aposenta, logo, agora é ele e o mundo. Ele tem que reinventar o sentido da vida dele. Isso seria um filme político ou não? É uma questão. Ele não tem um eixo político tão direto como os meus filmes anteriores. É um filme existencialista, com certeza. Traz um espaço para se pensar o anonimato numa grande cidade - o centro do Rio de Janeiro, a solidão, a relação de afeto e de descobertas dentro da cidade e com as pessoas que encontra. Então, será que o fato de eu fazer um filme sobre um anônimo com atores completamente desconhecidos, em preto-e-branco, no centro do Rio, um filme aberto a intervenções documentais ao acaso, que lança a dramaturgia no espaço público, misturando transeuntes, figurantes e atores, e criando um outro espaço cênico e de tensão torna este filme um filme político? Vamos pensar juntos, pois eu mesmo não sei. No atual contexto do cinema de ficção brasileiro, principalmente, fazer um filme nesses moldes seria um ato político? Claro que você não vai saber, porque você não viu o filme, mas será que esse filme quer dizer coisas para além do tema e do que está ali no primeiro plano, na primeira camada? Será que a sua forma de produção e a interação entre as linguagens, trazendo para a tela não somente o acaso, mas também o popular e o fluxo da cidade, idéia muito forte no cinema novo, não traria algo de político? Eu fico me perguntando: será que não poderia ser um filme político no sentido de uma política da existência desse homem, que é um Zé Ninguém, um anônimo?

Guaracy Araújo: Eu acho que podemos ligar isso a um elemento central, que já vi você declarando várias vezes, que é a idéia da multidão como uma espécie de protagonista. O anônimo, de certa forma, é um representante da multidão, não é? Hoje há uma tendência no pensamento político de fazer uma aposta na multidão e no seu de potencial de transformação, no poder da multidão. Vários autores apostam, fortemente, na capacidade de criação dentro do espaço da multidão. Eu tive muito essa impressão ao ver seus filmes. Você parece estar buscando um pouco esse potencial de criação na multidão, sobretudo na América Latina.

Eryk Rocha: É verdade. No Pachamama nós trabalhamos muito com a idéia do épico, da multidão, do povo. Esse filme novo, que é minha primeira experiência em dramaturgia em longa-metragem, no entanto, pega uma multidão e escolhe um no meio dela. Sai, então, da idéia do macro, de um conceito grandioso quase épico e foca no indivíduo. O filme quer ir para dentro do corpo de uma pessoa, ser a pele desse homem que faz parte dessa multidão. Dessa forma, a preocupação agora é de entrar em um estado de descobertas com ele e suas emoções e viver essa transformação espiritual.

Guaracy Araújo: Como é lidar com o elemento de individualidade, depois de trabalhar, grande parte das vezes, contornando essa individualidade o tempo todo? Nos seus outros filmes é visível uma tendência à autoralidade, mas em nenhum momento isso se traduz em uma identificação com o personagem tão clara como neste seu novo filme, uma vez que você acaba se colocando um pouco no lugar do personagem à medida que ele é o protagonista.

Eryk Rocha: É uma passagem bem curiosa. Eu acho que quando você foca no indivíduo e ele vira o protagonista de um filme, você está mexendo com o inconsciente de uma forma mais viva. Nos meus outros documentários, por mais que o inconsciente estivesse presente, o principal era não abrir mão de algumas coisas e contestar política e esteticamente, enquanto no Transeunte o foco está no desconhecido, no inconsciente, no estéreo, no tempo e no espaço. Eu acho que nos documentários por mais oníricos, plásticos e autorais que sejam existe sempre uma racionalidade que a ficção não apresenta, pelo menos, não de uma forma tão presente.

Guaracy Araújo: Puxando para um outro ponto, existe uma oposição entre um cinema que apela para o racional, para um certo distanciamento do que está sendo filmado e aquele que incorpora no processo elementos não racionais. Essa é uma oposição que fez sentido por muito tempo no cinema, dos anos 40 até 70, mas que hoje em dia pouca gente pensa ou fala a partir disso. Pesquisando vi uma entrevista sua em que você falava que o processo de filmagem tinha uma relação com o sagrado, escapando da possibilidade de racionalização. Eu acho que isso tem dois lados interessantes. Um lado é a conquista em si da produção do filme, até na sua interrogação “Por quê?” e o outro lado é até que ponto isso tem a ver com a realidade que o realizador quer filmar e modo de apresentá-la, porque chamar o mistério, o inconsciente, aquilo que vai além da objetividade é abrir a caixa de Pandora, é criar um regime de perigo, de risco que nem sempre facilita as coisas.

Eryk Rocha: Muito boa essa questão. Na minha opinião, a única objetividade em matéria de arte é que só há subjetividade. Para começar, eu acho que, por mais objetivo que você queira ser, a alma do autor está no filme, mesmo em um filme da Globo Filmes, um filme comercial. Até a ausência de alma revela uma alma, de alguma fora. Sempre revela alguma coisa, nem que seja o desejo do autor de repetir fórmulas. Por mais racionalista que você seja, uma obra de arte revela coisas que você sabe e até que você nem sabe sobre determinada pessoa ou grupo. Eu acredito muito nisso. O cinema representa, para mim, algo sagrado, pessoal, parte do meu corpo, das minhas dúvidas, das minhas perguntas. O real não é o realismo, nem a realidade. Uma paisagem abstrata pode ter uma abundância de real muito mais forte do que uma pintura figurativa ou um plano realista. O real está ligado ao afeto sempre. Esse afeto é que norteia a minha relação com o mundo. Dessa minha relação com o mundo é que surge a linguagem, que se cristaliza uma poética. Então, o mais importante para mim é a relação. De todos os filmes do mundo o tema mais importante do cinema é a relação do autor com o mundo. Era aí que eu queria chegar. Essa é a coisa mais sagrada, porque é a forma de você sentir o mundo. A câmera, assim, torna-se parte do meu ser, uma extensão do meu corpo. Isso é muito forte hoje. No momento em que a tecnologia está alcançando patamares inenarráveis - eu pelo menos fico perplexo, talvez, por não ter uma relação tão forte com ela - no momento disso, o cinema continua sendo mais artesanal do que nunca. Tem muito a ver com o pensar, sentir e fazer.

Guaracy Araújo: A conjugação de duas linguagens, a linguagem da dramaturgia e a linguagem do montador, do compositor que é própria do tipo de filme que você fez antes é muito complicado. Na verdade, existem poucos realizadores que conseguem passar de uma coisa para a outra, mantendo um viés de autoralidade e, ao mesmo tempo, conseguindo lidar com essas duas dimensões, não é? Eu me lembro de poucos casos. Talvez, um bom exemplo seja a Agnès Varda, pois ela consegue transitar bem, sem deixar de sustentar a dramaturgia.

Eryk Rocha: Existem bons documentaristas que tem uma poética própria, mas quando vão fazer ficção “encaretam”. Isso acontece muito. Você tem razão. Eu não sei. Eu não posso ficar eu avaliando o que eu fiz, mas eu acho que o filme não é careta.

Guaracy Araújo: Tornam-se convencionais demais.

Eryk Rocha: Isso que eu estou falando. Careta neste sentido de convencional. Acabam querendo narrar uma historinha, seguir uma gramática convencional. Neste sentido, os documentários terminam sendo muito melhores. Dizem muito mais de cinema, do mundo e daquele autor específico. Esse meu último filme foi, para mim, um desafio maravilhoso.

Guaracy Araújo: Outra coisa, o documentário no Brasil é muito forte, certamente é uma das melhores escolas de documentarismo no mundo. Começa-se, então, a haver um processo crítico de estudo, de diferenciação, de criação de categorias. Nos últimos tempos, tem-se discutido muito a idéia do filme-ensaio, como uma espécie de segmento do documentário. Pensando na sua trajetória, tenho a impressão de que nos seus primeiros filmes nos vemos diante de um cine-ensaísta, vamos dizer assim. Você acha que eu estou exagerando na tinta ou é isso mesmo?

Eryk Rocha: Eu acho que é isso mesmo. Isso está presente, também, no meu filme novo. O que é um ensaio para mim? É alguma coisa que não se conclui. Dessa forma, eu me sinto, permanentemente, ensaiando, provando, experimentando coisas. É um processo muito natural, muito orgânico. Eu faço as coisas para descobrir o que elas são. Se eu já soubesse o que é não faria.

Guaracy Araújo: Que graça teria?

Eryk Rocha: Exatamente. Que graça teria? A gente persegue imagens, idéias, coisas que não tem forma e busca dar alguma forma, construir poeticamente algo. Esse processo, então, faz você descobrir o que você é, o que você pensa, o que são essas imagens. Neste sentido, acho que tem a ver com o cinema de ensaio. Eu não quero concluir nada, nem explicar nada. O anseio de uma explicação, talvez esteja mais no campo outras artes e, principalmente, das Ciências Sociais. Eu quero compartilhar as minhas dúvidas, sejam elas de caráter político ou não.

Guaracy Araújo: O processo interessa mais do que o produto no final das contas, não é?

Eryk Rocha: É. Eu acho que o processo é o filme. Você chegar numa conclusão é muito complicado. Seria a anti-poesia neste sentido. A poesia é a reticência. São os espaços abertos que você preenche.

Guaracy Araújo: Hoje, no Brasil, a gente vê, de forma muito disseminada, produções que dão ênfase ao processo. Muita gente está fazendo, o que chamam de cine-dispositivo, que é criar um certo tipo de situação e ver o quê que dá. A proposta é deixar as coisas acontecerem de forma um pouco mais livre para sair desse quadro, em que o diretor e a técnica dominam e o processo se impõe de modo linear, quase cartesiano. Tudo definido a priori, planejado. O filme já está todo na cabeça do cara.

Eryk Rocha: Isso engessa muito, não é? Tanto no cinema de ficção, quanto no documentário. Eu acho que tem um elemento que, talvez, seja muito próprio dos meus filmes, que é a tentativa de abrir caminhos. Acho que a minha geração tem um pouco de medo de confrontar diferentes estéticas e estilos cinematográficos. Ou é um filme contemplativo, seguindo certas linhas, influências de certos autores do cinema contemporâneos ou é um filme vinculado a um tema, como, por exemplo, filme de guerrilha, filme de denúncia. Eu, no entanto, sempre tive a impressão de que uma linguagem pode ser composta de elementos de diversas linguagens, de vários caminhos. Eu acho que isso tem muito a ver com a minha formação, experiência e ancestralidade. Tudo isso vai sendo absorvido pelo meu olhar. Eu, por exemplo, busco entender a política como algo maior, que tem a ver com afeto e outras coisas, e não somente como algo institucional e partidário. É muito engraçado, porque eu passo o filme Pachamama para algumas pessoas e sempre tem um militante, por exemplo, da periferia do Rio de Janeiro que vai e diz: “Pô, maravilhoso como você denuncia aquilo, o Brasil tem que conhecer aquilo, esse tipo de organização política, algo original.”. Aí, este mesmo cara vai no cinema Odeon no Rio de Janeiro e leva cem pessoas da comunidade dele. O debate, então, dura três horas e gira, basicamente, em torno de um viés político. O cara não comenta, em nenhum momento, sobre as texturas dos planos, a minha voz. Por outro lado, pessoas ligadas ao cinema mais experimental que falam: “É, adorei o filme, mas essa coisa política, às vezes, cansa um pouco, não é? Ficar querendo lidar com isso numa assembléia em El Alto, na Bolívia.”. Você entendeu o que eu estou falando? Então, é muito curioso isso. Essa conjugação que não é jamais antagônica, que, pelo contrário, é algo amalgamado. Acho que essa é uma particularidade desse filme.

Guaracy Araújo: Eu acho que tem uma forma de defender essa geração. No século 20, surge um grande projeto estético que é anunciado por Maiakovsy. Ele diz: “Não há arte revolucionária sem forma revolucionária.”. Ou seja, a arte política tem que ter conteúdo político e forma de vanguarda. No entanto, essa liga não é fácil. 50 anos se passaram e ainda tem gente tentando fazer essa conexão. Pouca gente, até agora, conseguiu juntar as duas coisas e fazer filmes, ao mesmo tempo, políticos e de vanguarda.

Eryk Rocha: O meu pai foi um deles. Tomás Gutiérrez Alea e Nicolás Guilhén foram outros.

Guaracy Araújo: Com certeza seu pai foi um deles. Gutiérrez Alea outro. Jean-Luc Godard num bom momento também. Dizga Vertov…

Eryk Rocha: Aí já vai para a Europa. Eu ainda estava parado aqui, pensando na América Latina…

Guaracy Araújo: São grandes cineastas que conseguiram em algum momento conectar isso. No entanto, a grande questão é que esse medo de tentar juntar as duas coisas é justificável. Por um lado, por não ser fácil e por outro pelo fato de que, talvez, pensa-se não precisar mais da plataforma e do espaço da política para problematizar, investigar e fazer algo diferente. Ou seja, o cara que estava interessado em usar o cinema como veículo de expressão política foi criando uma certa descrença da possibilidade de uso de uma forma de vanguarda para atingir grupos maiores. O problema maior, talvez, seja o fato de que o cara que quer agir politicamente hoje está muito mais voltado para uma política partidária e institucionalizada do que para uma tentativa de arregimentar dentro de grupos de estudantes, camponeses ou operários como os caras do cinema novo fizeram. Eles tentaram se cercar desses grupos, se aproximar desses caras e formular um cinema um pouco diferente. No entanto, eles achavam que geraria identificação, mas essa identificação é muito restrita. Operários não se viam ali. Então, o amálgama não é fácil. Existem motivos nos dois lados que dificultam. Hoje é difícil fazer uma lista como a gente estava fazendo agora de diretores que tentam fazer essas duas coisas em chave alta, que tentam juntar estética e política de uma forma consistente.

Eryk Rocha: Tem uma outra coisa nisso, Guaracy, que também é importante que é a questão da linguagem. Eu acho que tem uma tendência hoje, mesmo em alguns filmes de invenção e de ensaio, a se ter uma linguagem homogênea. Por exemplo, eu decido mostrar o meu suporte e o meu procedimento, então do começo ao fim do filme eu tenho que seguir uma coerência formal neste sentido. Este é um caminho e tem grandes filmes que trabalham assim. Não quero criticar, no entanto acho que o meu cinema transgride isso. Meus filmes criam um certo ruído. Vou te dar um exemplo, o Pachamama tem paisagens lindíssimas, imagens lindíssimas, mas tem, também, imagens filmadas com uma câmera com um ganho de 18db com ruído, na Assembléia dos Trabalhadores em El Alto (Bolívia) ou uma imagem do Evo Morales de internet totalmente desfigurada. Dessa forma, busco criar camadas no filme que não são, de forma alguma, excludentes.

Guaracy Araújo: Isso gera uma tensão no olhar do cara.

Eryk Rocha: Gera uma tensão. Tudo estava contemplativo, bonito, de repente, cria-se uma sensação diferente, mas por quê? Qual a relação disso? Ele não estava seguindo uma linha específica do cinema documentário? Por que agora mudou? Então, busco, constantemente, trazer esse estranhamento, esse questionamento. O êxtase não exclui a contemplação, por exemplo. Não são elementos excludentes, estão juntos. Os meus filmes criam essa tensão. Você está entendendo? No entanto, concordo com você: esse casamento não é fácil.